Visita do primo Felipe

Felipe passou por aqui, dormiu duas noites e já voou para Amsterdam, como era de se esperar. Afinal, não há o que se fazer por aqui a não ser viver nesta cidade. Os eventos, os grandes museus e coisas afins estão nos grandes centros, como Amsterdam, Rotterdam e Haia.

Como ando sem muita vontade de escrever no momento, aqui vão umas fotos.

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Choque visual

Hoje, ao chegar ao estacionamento da estação de trem para ir para Haia, onde trabalho, tive um choque visual: TODAS as árvores do estacionamento e das redondezas tinham sido cortadas! Fiquei realmente chocada, tão árida ficou a imagem a minha frente. E achei a maior pena. Afinal, já vivemos na região mais poluída e industrial da Holanda, por que precisamos que seja também árida e sem graça? Acho que vou ter de escrever uma carta para a prefeitura, reclamando. Mas tem um porém nisso tudo: como o lugar não é iluminado, ter árvores é ter pontos onde criminosos possam se esconder e o roubo de carros ou assalto tornar-se mais fácil. Não sei se é a questão aqui, mas é uma consideração… Mesmo assim, vou escrever a tal carta. Quem sabe eles pensam duas vezes da próxima vez…

So here I am…

So here I am changing plans again about what I want to study. It turns out that Pedagogy is not a good alternative at the moment: I would have to find a job/internship for at least 16 hours a week and that would have to do with the course as well. No chance! Besides I don’t consider responsible of my part to accept a job in an area I have no real info about, just empirical knowledge. And I’m not sure I want to leave my job at the moment. Sure it’s not the best well-payed job in the world, but I think I still have room for improvement there. In many ways.

After I decided not to return to the Pabo I was dreaming of following a university course on Pedagogy. Not realistic, unfortunately, since the nearest universities are either in Utrecht or Leiden. And the times would be impossible to follow. So I’ve looked for other options. Studying via internet/mail was the best option and that’s when I’ve started with the Children’s Psychology course at the NTI. Nice one, but way beyond my level. One good thing though: it really made me think and want to look for something more fulfilling.

Next stop: OU (Open Universiteit – Dutch Open University). I’ve checked the British one as well, but the prices for outside the UK are murderous (usually more than the double than when you’re living in the UK). The only problem: there’s no Pedagogy to be studied from afar.

But there’s Psychology… So I’ve started informing myself about it and got to the conclusion I should persue this venue. To which extent I still don’t know, since I haven’t even started yet, but it seems to me the best option at this moment: intellectual challenge, getting some education, prospect of a reasonable future (if I finish the whole course), and even the prospect of some help with anything I might do in the future.

Since I’ve realized the Pabo was no real possibility (too much work for such a miserable effect), I’ve been looking around, trying to figure out what would be best for me. I’m not sure Psychology is THE thing, but it’s certainly something I’ve always been fascinated with. And I’m pretty sure I won’t suck at it…

Having doubts about which level of study I should have, I’ve contacted the Dutch Institute of Psychology about the different possibilities and today I hear the answer: it’s a university course, that actually demands a lot of energy and effort from a student, in many years of scientific study and dedication. And if you want to follow the course and become an attending psychologist, you need to have at least a master’s degree.

Funny. Instead of making me run away in tears because of all the work and time it will take, it just made me even more curious about it. Maybe I’ve just found the challenge I was missing…

P.S.: Poor hubby: he just doesn’t know how to cope with my devious mind… 😉

Sozinha em casa

Jasmijn foi passar o final de semana na casa de amigos e só volta hoje ao final da tarde. A casa fica tão vazia quando ela não está… É muito estranho isso, de ter-se um filho e, ao mesmo tempo, estar só em casa. Não sinto falta de ter de correr atrás dela o tempo todo por causa das ‘bobagens’ que ela faz, mas sinto falta do cheiro, das risadas, das brincadeiras inocentes e da eterna curiosidade.

Hoje de noite ela está de volta. Oba!

Quinta-feira em casa

Hoje resolvi fazer coisas com a Jasmijn dentro de casa: pão e brincar de massinha. E ela, por conta própria, resolveu que brincar com água é a melhor coisa que existe. Há uns meses compramos um banquinho de plástico para ela poder alcançar o próprio casaco; agora ela o usa para ficar de pé na frente da pia e brincar com a água, corrente ou não. E, se eu quiser que ela fique um pouco menos molhada (porque não dá para não se molhar!), preciso vesti-la com um avental de plástico (de princesas Disney, repassado da Nel, cuja sobrinha já está por demais crescida para o próprio).

Enfim, começamos com o pão, após uma meia-hora de água na pia, naturalmente. Foi uma festa! Posso entender muito bem o que ela vê em amassar pão, brincar com farinha e coisas do gênero. Ela queria ficar mexendo na massa, misturando os ingredientes. Após a mistura estar completa, enrolamos a massa, passamos na farinha, batemos nos pãezinhos e sei lá mais o quê. Após essa sessão, foi deixar a massa creser um pouco, cortá-la em pedaços um pouco menores, fazer umas formas mais ou menos redondas e pôr tudo no forno por uns 20 minutos. E não é que o resultado foi bom? A Jasmijn comeu do próprio pão no almoço e achou uma delícia. Confesso que gostei também.

Mais tarde, após uma sessão rápida de tv, voltamos à mesa, desta vez para brincar com massinha. Há uns dias comprei umas massinhas numa loja superbarata e queria aproveitar um dia em que eu estivesse o dia todo em casa para juntas fazermos alguma coisa. Foi muito divertido. É claro que o desenvolvimento motor dela não permite a criação de peças artísticas das mais complexas, mas ela bem que aprendeu a rolar bolinha de massinha nas mãos (um pouco) e a colocar bolinhas (maçãs) numa bola maior (árvore). Foi muito divertido! Quase me diverti mais do que ela. Só não o foi porque ela estava adorando.

Enfim, foi um dia bastante ativo para nós duas, mesmo que a atividade tenha sido dentro de casa. Confesso que é um problema meu: o que fazer com esta criança quando o dia está ruim e não dá pra sair? Estou aprendendo aos poucos que usar a criatividade é a melhor solução. E que trabalhar com as mãos é fantástico, principalmente nessa idade.

Agora quero é que a primavera chegue de verdade, para poder trabalhar no jardim com ela. Quero plantar sementinhas, vê-las crescer, e mostrar para a Jasmijn como plantas crescem e florescem. Já estou me divertindo só com a idéia.