Visitas

Finalmente, após um “tenebroso inverno” (mas nós ainda estamos no verão!!!!), consigo voltar a postar. As visitas se foram, a casa está silenciosa, filha dormindo, marido vendo tv até tarde (de férias por uns dias)… é hora de sentar na frente do computador e pôr os papos em dia.
Recebemos a visita de duas ucranianas: Nadia e a filha Sasha. Nadia, para quem não sabe, é uma ex-namorada do Ruud, com quem mantemos boas relações de amizade e troca de presentes e informações. Ela adora ponto cruz e isso nos aproximou muito (eu e ela). Há 5 anos fomos a Kiev e ficamos hospedados na casa deles, e foi muito bom. Ela também esteve aqui há 3 anos, para o nosso casamento, daquela vez com o filho pequeno (e que ainda mamava).

Enfim, foi uma boa estada. A menina, de 6 anos, chegou tímida, sem falar uma palavra de nada além de russo ou ucraniano, e saiu daqui já falando várias coisas em inglês e holandês. A timidez logo transformou-se em interação e foi bem divertido ver o esforço de todos para se comunicarem. Aprendi algumas palavrinhas em russo, mas confesso que não fiz esse esforço todo. Me esforcei mais para mostrar a ela que, apesar da barreira linguística, comunicação é tudo uma questão de esforço pessoal. Ou seja, chocolate virou minhamminham, e algo ruim virou careta mesmo. Uma delícia! Da minha parte achei muito interessante ver como Nadia cuida da própria filha, e como a diferença (e às vezes semelhanças!) ficam óbvias com o passar dos dias. Durante algumas conversas com a mãe sobre filhos de modo geral, descobri que a educação ucraniana tem muitas semelhanças com a brasileira. Muito curioso…

Falando em criação à brasileira, percebo que, apesar da minha adaptação ao mundo holandês, o meu lado brasileiro torna-se cada vez mais óbvio neste aspecto. O holandês é, de modo geral, razoavelmente aberto na criação dos filhos quando comparado ao modo alemão ou inglês de ser, porém ainda assim mais rígido do que o modo brasileiro. Apesar de o meu marido holandês, na teoria dizer que certas coisas deveriam seguir o modelo holandês, o coração dele não agüenta e acaba seguindo o modelito brasileiro da esposa. Sem contar que eu já disse pra ele que existem certas coisas que não dá pra eu seguir o jeito holandês. De modo geral concordamos quanto à educação da Jasmijn, mas, como ele mesmo diz: “Eu confio na Lília. Ela sabe mais sobre criação de criança do que eu e eu sigo o que ela diz.” E não é que segue mesmo? 😉

Acho que a gente ainda vai discutir muito sobre certas questões. Afinal, uma educação calvinista certamente deixa marcas, por mais mente aberta e coração manteiga que você seja. Mas sempre chegaremos a um senso comum.

Por hoje é só. Espero que vocês gostem das fotos. Hoje sem legendas, porque estou cansada e quero ir dormir….. zzzzzzzzzzzzzz
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One Response to Visitas

  1. Claudia Freitas says:

    Nem precisa de legenda! As fotos estão fofas! Estou cada vez mais ansiosa para vocês estarem todos no Brasil e aí termos fotos dos holandeses no Rio pro seu blogger!
    Beijos para a família 😮

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