Objetivos

Há tempos descobri que preciso ter objetivos na vida. Sem objetivos ando sem rumo, não realizo sonhos, não presto atenção na vida. Sem objetivos fico meio parada. Isso serve para tudo, pelo menos para mim. Preciso ter um rumo definido, nem que seja ir ao supermercado para fazer compras, um determinado ponto de chegada se vou passear de bicicleta, e um objetivo final se resolvo estudar. Não consigo fazer dieta só para emagrecer (por mais que este até seja um bom motivo!), preciso que algo realmente importante me obrigue a fazê-lo; nem consigo arrumar a casa só para ela estar arrumada. É uma característica ruim, acho eu, porque me obriga a estabelecer metas na minha vida, mesmo quando não quero tê-las. E foi péssimo até eu descobrir como ela funciona, o que preciso fazer para pôr o meu trem em andamento e não permitir que ele destrilhe. Num momento de depressão é muito complicado, pois é justamente quando você precisa de um objetivo a cada momento para fazer as coisas do dia-a-dia e esses objetivos não estão à mão. Num momento de alegria e felicidade não importa, pois a vida é um objetivo em si.

No fundo, sou uma dessas pessoas que precisa ter a vida muito bem-definida, certinha, mas podendo sair do sério e “pirar” um pouco, pois ninguém é de ferro. Preciso ter uma rotina que me dê base, uma estrutura que me dê sustento e me mantenha no caminho. Antigamente achava isso sem graça, sem importância, até descobrir que trabalhar em casa não me fazia bem. Eu não comia direito, trabalhava nos horários mais esdrúxulos, não saía de casa por dias a fio… Então, trabalhar num escritório (ou laboratório, como era o caso) faz bem. Ainda mais se der para, de vez em quando, trabalhar em casa.

Depois que a Jasmijn nasceu levei um tempo para voltar a ter essa estrutura. Não por não querê-la, mas por esquecê-la, pô-la de lado, pensando primeiro na minha filha e só depois em mim. Lembrando das palavras sábias da Taís: “Não é à toa que, em avião, repete-se várias vezes que você precisa primeiro cuidar de si e só depois do seu acompanhante. Se você não estiver bem, o acompanhante (criança, velho) não vai ficar bem nunca.” Nada mais verdadeiro e mais difícil de se realizar. Mas taí, este é um objetivo: cuidar para que eu esteja bem em função da Jasmijn. Coisa mais maluca, né? Mas é um pouco como a minha cabeça funciona… O objetivo final é sempre ela. Ainda tenho de repensar isso, mas por ora…
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