Tristeza

Naturalmente que a vida traz seus problemas e tristezas, porém após o nascimento da Jasmijn tornou-se muito claro para mim o quanto a falta da minha mãe me faz. Queria poder mostrar-lhe a neta, perguntar-lhe sobre amamentação, papinhas, fraldas e gracinhas infantis, como eu era quando bebê e como meus irmãos e irmãs eram. E o quanto mudamos, ou não!, com o passar dos anos.

Não tenho como perguntar-lhe essas coisas e isso é uma tristeza que às vezes me habita. É certamente uma tristeza que passa, pois 10 anos é tempo bastante para tornar essa dor menos latejante e presente. Mas não definitivamente. Ela vai e volta, quando certos acontecimentos precipitam o seu retorno, mostrando-me que ela não está mais entre nós. Não em termos físicos. Por outro lado, é uma doce tristeza, pois tenho certeza de que ela continua entre nós, nos ajudando, nos protegendo, cuidando para que nossas vidas sejam plenas e felizes. É um sentimento meio contraditório, que às vezes deixa um gosto amargo na boca, mas que felizmente, na maioria das vezes, deixa um sorriso feliz nos lábios.
E a certeza de que, onde quer que esteja, ela vela por nós, cuida dos nossos e nos protege.
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