Junho 2005, dia 28

Segundo o conselho de minha cara amiga Lorelei (ela sabe quem é!), fica a pergunta: por que escrever um blog?
Os motivos são vários, sendo que o mais importante é mesmo ser uma espécie de terapia tecnológica… não tinha pensado antes em como descreveria este tipo de terapia, mas tecnológica é divertida.
Um outro é mesmo o de ser uma escritora frustrada, querendo expor idéias e experiências sem ter de publicá-las num livro. É o de querer falar da vida para que todos possam lê-la e comentar sobre o que me acontece, ou o que acontece no mundo. Tudo é válido.
E é claro, é um meio de me comunicar com amigos e família sem ter de mandar e-mail pra todo mundo o tempo todo. Assim fica a possibilidade das visitas, dos comentários, de um contato maior.
É uma tentativa de quebrar a barreira da distância.

Desde que nossa filha nasceu a vida tem sido uma busca constante de tempo para tudo: ficar em casa vegetando em frente à tv, escrever e-mails, trabalhar fotos, conversar com os amigos, ler ou simplesmente dar uma volta pela cidade. E trabalhar, naturalmente, pois ainda precisamos pagar casa, comida, fraldas… E atualmente muitas vezes acontece de o meu marido ter de trabalhar até tarde num dia em que estou em casa porque, no dia seguinte, Jasmijn vai para a creche e sai às 18:00 (estourando) ou eu tenho de trabalhar e ele fica em casa tomando conta dela. Hoje é um desses dias, em que jantar sozinha tira todo o prazer da comida e a única coisa que realmente desejo fazer é entrar debaixo dos lençóis e dormir até amanhã. Aqui entra nossa pequena dinamite ambulante, que continua acordada, apesar das reclamações de sono e dos olhos pesados. Nesse ponto ela é igualzinha a mim: “Eu, com sono? Não… mãe… não… tô… dormindo… zzzzzzzzzzzzzzzzzz”

Algumas semanas após o nascimento de Jasmijn uma amiga me disse que eu acabaria gostando de trabalho doméstico, que eu faria tudo com prazer pensando na minha filha. Não sei como ela faz, porém para mim continua tudo sendo um zero à esquerda: eu detesto serviço de casa e só faço porque a grana não me permite ter uma faxineira três vezes por semana… (Por aqui é coisa de rico, sabe?)
É um mistério, o prazer que as pessoas encontram nas situações mais difíceis e esdrúxulas…

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2 Responses to Junho 2005, dia 28

  1. mpublico says:

    Realmente as coisas que as pessoas encontram prazer em fazer sao incriveis. Trabalhar e chegar em casa sabendo que seu esposo nao esta e so vai chegar muito mais tarde e horrivel, concordo comigo acontece o mesmo, sendo que eu ainda sem filho tenho um tempo para por a leitura em dia e assistir as minhas series prediletas. Hoje SG1 e a minha predileta, ja nao sei semana que vem. Estou com saudades e com muita curiosidade para conhecer minha priminha, e ver voce e o Ruud. Escreva bastante que talvez assim possamos manter contato escrito mais frequentemente. Coloquei no meu telefone o horario do Rio de Janeiro e o de Amsterda, assim sempre vou checar seu Blog as 9 horas do seu horario. Beijos.

  2. Elida says:

    Oi Lili.
    Amei sua idéia, assim poderemos conversar mais tempo e mais vezes. Eu não sou muito boa de responder e-mail, e entrando em seu site que já botei no Favoritos, fica bem mais fácil de manter contato e encarar a distância. Eu estou finalmente terminando meu “Bachelor Degree” depois de já ter desistido dele. Eu, então, só chegava em casa tarde da noite, depois de trabalhar 9 horas (contando 1 hora de almoço) e mais 2h e meia de viagem de ida para o trabalho e de volta do trabalho, … , é, não sobra muito tempo. Mas, apesar do cansaço e do pouco tempo, é bom chegar em casa para ficar com meu maridinho, mesmo que seja pouco tempo por dia.
    Eu sei o quanto você detesta trabalhos caseiros, talvez tanto quanto eu, só que aqui não é tão caro e eu arrumei uma pessoa ótima. Ainda bem, porque do jeito que minha vida está ía ficar impossível arrumar tempo, mal estava dando para dormir. Estou com saudades, muitas na verdade, e gostaria muito de conhecer a Jasmijn.
    Escreva muito, assim vamos falar da vida mais frequentemente.
    Beijos mil.

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